Quando Odete Roitman, a vilã que virou lenda, cai em tiros nesta segunda‑feira (6 de outubro de 2025), o Brasil para para descobrir quem puxou o gatilho. A cena será exibida na reprise da Vale Tudo, versão remake da emissora Globo gravada em Rio de Janeiro. Até o último capítulo, apenas a autora Manuela Dias e o diretor Paulinho Silvestrini sabem quem foi o responsável, entre cinco suspeitos que o público acompanha com ansiedade.
Por que o "quem matou?" ainda fascina o Brasil?
Desde os anos 1970, a teledramaturgia nacional tem usado o mistério da morte de personagens centrais como fórmula para segurar a atenção dos telespectadores. O primeiro grande caso foi Janete Clair em O Astro, que fez o país especular sobre quem matou Salomão Hayalla. Mas foi em 1988, com Vale Tudo, que o "quem matou" atingiu o auge: a morte de Beatriz Segall como Odete Roitman gerou fila nas portas de locadoras, discussões em bares e até o famoso ponto de interrogação estampado em jornais.
O segredo foi tão bem guardado que a identidade do assassino – Leila, interpretada por Cássia Kis – só foi revelada nos minutos finais. Sete chaves diferentes, só os primeiros ajudantes da produção sabiam, e o resto do elenco ficou no escuro até o último take.
O remake de 2025: 10 finais, 5 suspeitos, 1 única verdade
Manuela Dias revelou ao Fantástico que foram gravados "basicamente dez desfechos". Cada suspeito – Marco Aurélio, Celina, César, Maria de Fátima e Heleninha tem sua versão de culpado ou inocente. Até hoje, nem os próprios atores têm certeza de quem será o assassino ao vivo.
A preparação foi comparável a um jogo de xadrez. Cada cena foi roteirizada, ensaiada e gravada duas vezes: uma com o suspeito como autor do crime, outra sem. Em seguida, a equipe de edição armazenou os clipes em servidores diferentes, usando senhas rotativas. "É como fazer um filme de suspense dentro de outro", brincou Silvestrini.
- 5 suspeitos nomeados oficialmente;
- 10 finais diferentes gravados;
- Somente a autora e o diretor conhecem a verdade;
- O suspense será mantido até a transmissão às 21h, horário de São Paulo;
- Repercussão esperada: picos de audiência acima de 40 pontos.
Impacto econômico: a novela que vale mais que ouro
Em apenas três meses de exibição, o remake já movimentou cerca de R$ 200 milhões em merchandising. São 76 inserções comerciais de 16 marcas diferentes, cobrando em média R$ 949.200 por 30 segundos – quase um milhão de reais por slot.
Entre os anunciantes, estão Itaú, Vivo, Coca‑Cola, BYD, Ambev, Corona, Uber, Dove, Electrolux, O Boticário, L’Oréal, RAM e Hapvida. Cada capítulo acaba virando vitrine de lançamentos – o que alavanca ainda mais a receita publicitária.
Além disso, a novela tem sido plataforma para discutir temas como idadeismo, racismo e alcoolismo. Um exemplo marcante é a trama entre Lucimar e Vasco. Dados da Defensoria Pública mostram que o número de mulheres procurando regularização de paternidade subiu 300% depois que o casal apareceu nas telas.
Reações e expectativas do público
Nas redes, hashtags como #QuemMatouOdete e #ValeTudo2025 já somam milhões de menções. Usuários criam teorias a partir de pequenos detalhes: um olhar longo de Heleninha para a porta, a mão trêmula de Marco Aurélio ao segurar a pistola, ou o relógio quebrado de César que marca "00:00" – tudo pode ser pista.
Especialistas em mídia, como a professora Ana Lúcia Goulart, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, afirmam que "o suspense funciona como um evento cultural: ele cria um momento de união nacional, similar aos jogos olímpicos, mas dentro da sala de estar".
Por outro lado, críticos apontam que a ênfase no mistério pode ofuscar a profundidade das temáticas sociais abordadas. "É uma faca de dois gumes", alerta o colunista de TV Fábio Faria. "Se o público vier só por quem matou, perde-se a oportunidade de refletir sobre as injustiças que a trama traz".
O que vem depois? Próximos passos da trama
Depois da revelação, os roteiristas já têm planos para transformar a identidade do assassino em ponto de partida para novos conflitos – vingança, segredos de família e até um possível spin‑off focado em Marco Aurélio. A expectativa é que a audiência continue alta nas semanas seguintes, mantendo a novela como a mais rentável da história da Globo.
Enquanto isso, o suspense já virou pauta em programas matinais, rádios e até nas mesas de jantar. O Brasil, que viveu o mesmo efeito ao assistir à morte original de Odete em 1988, parece pronto para reviver a sensação de “estou preso aqui, não consigo mudar de canal”. Se alguém ainda duvida do poder da teledramaturgia, basta olhar os números de faturamento e a conversa que não sai da rua.
Perguntas Frequentes
Quem realmente mata Odete Roitman no remake?
A identidade do assassino foi mantida em segredo pela autora Manuela Dias e pelo diretor Paulinho Silvestrini. Até a transmissão ao vivo, só eles sabem se será Marco Aurélio, Celina, César, Maria de Fátima ou Heleninha.
Qual o impacto econômico da novela para a Globo?
Em três meses, Vale Tudo já gerou cerca de R$ 200 milhões em merchandising e mais de 70 inserções publicitárias, com cada bloco de 30 segundos custando quase R$ 1 milhão. Isso a torna a novela mais lucrativa da história da emissora.
Como a trama tem influenciado questões sociais?
A história de Lucimar e Vasco impulsionou um aumento de 300% no número de mulheres que buscam regularização de paternidade nas Defensorias Públicas, mostrando que a novela pode gerar mudanças reais na sociedade.
Quem são os principais responsáveis pela criação do suspense?
A autora Manuela Dias idealizou a múltipla gravação de finais e o diretor Paulinho Silvestrini coordenou a produção dos diferentes desfechos, garantindo que o mistério fosse preservado até a transmissão.
Qual a expectativa de audiência para a cena final?
Analistas preveem picos acima de 40 pontos de audiência, número raramente alcançado na televisão aberta atualmente, devido ao histórico de paralisação do país diante de um "quem matou?".
Marty Sauro
outubro 6, 2025 AT 19:40Caraca, quem diria que a Globo ainda consegue segurar a gente na frente da TV como nos anos 80? O suspense de Odete Roitman tá parecendo um festival de adivinhação, e eu tô aqui, rindo de nervoso. Cada detalhe, daquele relógio quebrado até o jeito que a Heleninha encara a porta, vira pista pra gente montar teorias. Se o suspense continua até o último minuto, a gente vai acabar com a madrugada inteira presa ao sofá, mas tudo bem, porque esse tipo de entretenimento ainda faz nosso coração acelerar. Vamos curtir esse momento, porque parece que a TV ainda tem receita de ouro.
Aline de Vries
outubro 10, 2025 AT 11:40É, mano, a gente tem que lembrar que essa tensão também traz muita coisa boa pro nosso pensamento. Quando a gente se envolve, acaba refletindo sobre os outros temas que a novela traz – racismo, alcoolismo, idadeismo. Se curtir só o mistério, pode perder a mensagem, mas se prestar atenção, tem muito pra aprender. Vai na fé, não deixa o suspense te cegar.
Tatianne Bezerra
outubro 14, 2025 AT 03:40VAI TER QUE SER A MARCAÇÃO DAS COMISSÕES!
Eu tô aqui pulando da cadeira, porque a produção fez 10 finais diferentes, né? Isso é pura energia, é um show de guerra de roteiros. Não dá pra ficar parado, tem que escolher um lado, torcer pro suspeito que parece mais bem armado. Essa disputa tá mais quente que o verão carioca.
Lucas Santos
outubro 17, 2025 AT 19:40Prezados, devo registrar que, embora a iniciativa de múltiplos desfechos pareça inovadora, há que se observar a potencial diluição da narrativa central. A superabundância de finais pode gerar confusão e minimizar a profundidade dos temas sociais propostos. Recomenda‑se, pois, uma análise criteriosa sobre a eficácia desse método perante o público‑alvo.
Larissa Roviezzo
outubro 21, 2025 AT 11:40Ah, claro, mais um drama pra gente ficar de olho 24/7 sem parar nada e ainda ficar chorando pela Odete, mas quem se importa? O suspense é só um pretexto pra gente ficar entretido e falar da vida enquanto a novela vende camisas mudar. O troco da audiência só serve pra abrir o bolso da Globo e a gente fica aqui de gracinha
Luciano Hejlesen
outubro 25, 2025 AT 03:40A trama é uma piada de mau gosto 🤦♂️
Bruna Boo
outubro 28, 2025 AT 18:40Olha, não sou de ficar falando muito, mas esse negócio de 5 suspeitos parece mais um programa de reality show. Cada um tem seu drama, cada um tem sua hipocrisia e a gente fica lá, esperando a revelação como se fosse final de campeonato. Dá até um desânimo que tudo acabou num show de efeito.
Ademir Diniz
novembro 1, 2025 AT 10:40É, eu também acho que a gente não devia deixar o suspense nos cegar. O que importa mesmo são as questões que a novela levanta na sociedade. Vamos usar a conversa pra falar dos problemas reais, não só do quem matou.
Jeff Thiago
novembro 5, 2025 AT 02:40Considerando o investimento de R$ 200 milhões em merchandising, o retorno publicitário justifica o recurso aplicado na produção de múltiplos finais. Analisando os índices de audiência, projeta‑se que a manutenção de picos acima de 40 pontos será sustentada pelos pormenores narrativos, que funcionam como catalisadores de engajamento. Ademais, a estratégia de segregar os clipes em servidores distintos demonstra uma preocupação meticulosa com a confidencialidade da informação, reduzindo vazamentos prematuros. Este método, embora custoso, assegura que o suspense permaneça íntegro até a transmissão ao vivo, maximizando, assim, o valor comercial da obra. Por outro lado, a eventual revelação abrupta pode comprometer a profundidade das temáticas subjacentes, como idadeismo e racismo, já que a atenção se concentra na lógica do crime. Logo, recomenda‑se um balanceamento editorial que preserve o intrigante “quem matou?” sem sacrificar a discussão sociocultural. Em síntese, a fórmula adotada constitui um modelo de estudo para futuras produções que almejam conciliar entretenimento de massa e responsabilidade social.
Circo da FCS
novembro 8, 2025 AT 18:40Se liga a gente tá perdendo tempo
Savaughn Vasconcelos
novembro 12, 2025 AT 10:40Ao refletir sobre a estrutura da narrativa, percebo que o uso de múltiplas linhas de investigação cria um espaço fértil para a interpretação coletiva. Cada espectador, ao identificar pequenos detalhes – como a mão trêmula de Marco Aurélio ou o olhar fixo de Heleninha – participa ativamente da construção da verdade. Essa dinâmica transforma o consumo passivo em uma experiência quase ritualística, onde o suspense se converte em um elo social que une desconhecidos em torno de um mesmo enigma. Consequentemente, a novela transcende o mero entretenimento e se eleva a um fenômeno cultural, capaz de gerar debates profundos sobre moralidade, poder e justiça. Essa é a verdadeira magia da teledramaturgia moderna.
Rafaela Antunes
novembro 16, 2025 AT 02:40Eu to achando q a globo ta se puxando otimo, mas acho q eles n tão pensando no povo de verdade, so no lucre. Cê vê como eles colocam tudo bonitinho na tela, mas esquece das realidades duvidas q a gente vive.
Marcus S.
novembro 19, 2025 AT 18:40Num âmbito filosófico, a dicotomia entre o suspense narrativo e a responsabilidade temática representa um dilema ético perene. Enquanto o espectador busca a resolução do mistério, o autor deve ponderar se a ênfase no “quem matou?” não eclipsa o discurso crítico que a obra propõe. Assim, recomenda‑se uma abordagem hermenêutica que considere ambos os vetores como co‑dependentes, evitando a supremacia de um em detrimento do outro.
João Paulo Jota
novembro 23, 2025 AT 10:40Olha aí a Globo achando que tá inovando, mas no fundo é só mais um jeito de vender o Brasil, nada de novo. Enquanto a gente se gaveta de esperança, eles só querem ficar no topo da audiência, tudo de mentirinha.
vinicius alves
novembro 27, 2025 AT 02:40Na real, esse negócio de multiplos finais parece até um hype de startup que quer impressionar investidores. A gente fica ali, se ligando nos micro‑detalhes, mas no final tudo vira buzz marketing, nada de conteúdo deep.
Wellington silva
novembro 30, 2025 AT 18:40O fenômeno “Quem matou Odete?” ressurge como uma espécie de rito coletivo que mobiliza diferentes estratos da sociedade brasileira. Cada episódio, ao revelar novas pistas, funciona como um gatilho que ativa discussões nos cafés, nas redes sociais e até nos corredores das universidades. Essa dinâmica demonstra que a teledramaturgia ainda exerce um poder de influência que rivaliza com grandes eventos esportivos. Além do entretenimento puro, a trama oferece uma lente através da qual se podem observar questões estruturais, como a representação de gênero e poder. A própria figura de Odete, enquanto vilã icônica, serve como espelho das ambições e medos de uma classe média em transformação. Quando o público discute quem puxou o gatilho, na verdade está debatendo quem detém o controle nas suas próprias narrativas. A estratégia de gravar dez finais diferentes cria uma camada de metanarrativa que desafia a noção tradicional de autoria. Essa abordagem subverte a linearidade clássica, permitindo que o espectador se torne co‑autor da história ao escolher seu suspeito preferido. Simultaneamente, a manutenção do segredo pelos criadores gera uma tensão que se traduz em picos de audiência, comprovando a eficácia da técnica. Contudo, há o risco de que o suspense ofusque as temáticas sociais, como a luta contra o racismo e o alcoolismo, que merecem atenção plena. Por isso, é vital que as discussões pós‑episódio equilibrem a curiosidade com a análise crítica dos problemas apresentados. O investimento de R$ 200 milhões em merchandising ilustra como o espetáculo se converte em motor econômico, reforçando a importância cultural e financeira da produção. Ao mesmo tempo, o fato de que marcas como Ambev e Vivo estejam associadas ao drama evidencia uma estratégia de branding baseada na emoção coletiva. Essa sinergia entre narrativa e mercado cria um ciclo virtuoso que sustenta tanto a arte quanto a lucratividade. Em última análise, o caso Odete Roitman demonstra que, quando bem executado, o mistério pode ser um veículo poderoso para reflexão social, engajamento cívico e geração de valor econômico. Portanto, o legado deste remake pode ultrapassar a simples revelação do assassinato, marcando um ponto de inflexão na história da televisão brasileira.
Mauro Rossato
dezembro 4, 2025 AT 10:40É impressionante como essa história consegue atravessar gerações e ainda manter a gente colado sem precisar de emoticons para expressar a empolgação. A mesma trama que fez o Brasil inteiro parar a TV nos anos 80 ainda tem força para gerar debates hoje, mostrando a essência cultural da nossa produção televisiva.
Hilda Brito
dezembro 8, 2025 AT 02:40Claro que todo mundo vai dizer que a novela é só entretenimento, mas na real isso é uma estratégia de distrair a gente das questões mais sérias. Enquanto a gente fica aqui debatendo quem matou, o resto do país segue sem solução para problemas urgentes.
edson rufino de souza
dezembro 11, 2025 AT 18:40Não se engane, o verdadeiro motivo desse suspense não é nenhum artista, mas uma conspiração interna da Globo para manipular a opinião pública e direcionar votações futuras. Cada pista liberada está calibrada para criar polarização e nos deixar vulneráveis a mensagens subliminares que só eles sabem decodificar.