Messi decide: gol e assistência na virada do Inter Miami sobre o LA Galaxy por 3 a 1 na MLS

Messi decide: gol e assistência na virada do Inter Miami sobre o LA Galaxy por 3 a 1 na MLS

Messi muda o jogo no segundo tempo

Dois lances bastaram para virar uma partida que parecia emperrada: um chute de fora da área e um toque de calcanhar. Foi assim que Messi, voltando de lesão, decidiu a vitória do Inter Miami por 3 a 1 sobre o LA Galaxy, neste sábado, 16 de agosto de 2025, pela MLS. O argentino ficou fora de duas partidas por um problema na coxa direita sofrido na Leagues Cup contra o Necaxa, em 2 de agosto, e entrou no intervalo para alterar a história do jogo.

O Inter Miami já tinha construído vantagem ainda no primeiro tempo. Jordi Alba disparou nas costas da zaga após lançamento preciso de Sergio Busquets e bateu cruzado para abrir o placar. A jogada resumiu a velha sintonia que vem de Barcelona: passe rompendo linhas, leitura de espaço e chegada de surpresa do lateral.

Com a entrada de Messi, o time de Miami ganhou mais volume, mas o roteiro pregou uma peça. Aos 59 minutos, Joseph Paintsil apareceu livre para finalizar e empatar para o Galaxy, atual campeão da MLS Cup, mas que vive um ano turbulento e ocupa a lanterna do Oeste. O 1 a 1 trouxe ansiedade às arquibancadas e deixou o jogo mais físico, com muitas disputas no meio-campo.

O argentino perdeu chances que normalmente não desperdiça. Teve finalização bloqueada, um chute que passou rente à trave e outra defesa do goleiro. Mas a paciência falou mais alto. Aos 84, recebeu por dentro, acelerou, driblou quem veio pela frente e acertou um petardo de canhota da meia distância no canto. Golaço para recolocar o Inter Miami à frente.

O golpe final veio pouco depois. Em ataque rápido pela direita, a bola chegou ao camisa 10 na entrada da área. Em vez do chute, ele viu a movimentação de Luis Suárez e deu um passe de calcanhar que desmontou a linha defensiva. Suárez dominou e tocou com categoria para fechar a vitória em 3 a 1. Uma assinatura clara do trio que carrega experiência e tomada de decisão nos momentos grandes.

Além dos holofotes, o retorno teve um componente prático: gestão de minutos. Ao entrar apenas no segundo tempo, o clube conseguiu reintroduzir o seu principal jogador sem forçar a musculatura que o tirou de ação por duas rodadas. E mesmo assim, ele foi determinante no placar.

O que a vitória diz sobre Inter Miami e LA Galaxy

O que a vitória diz sobre Inter Miami e LA Galaxy

O resultado tem peso de tabela e de moral. Depois de levar 4 a 1 do Orlando City na rodada anterior e cair para a sexta posição do Leste, o Inter Miami precisava reagir para se manter no pelotão da frente. Na MLS, a briga por mando de campo nos playoffs costuma se decidir em detalhes: terminar entre os quatro primeiros dá vantagem real, especialmente para uma equipe que se apoia muito no ambiente favorável em casa.

Com 19 gols no campeonato, Messi amplia a liderança na artilharia e puxa a curva de desempenho do time para cima. É estatística, mas também contexto: quando o camisa 10 está em campo, o Inter Miami finaliza melhor, retém a bola mais próximo da área adversária e força o rival a recuar uma linha. Isso abre corredor para Alba por fora e para as diagonais de Suárez. O gol inicial e o terceiro foram exatamente isso em prática.

Do outro lado, o LA Galaxy vive uma temporada paradoxal. Carrega o título da MLS Cup, mas patina no Oeste. A equipe até encontrou boas jogadas em transição e empatou num momento de pressão, porém não conseguiu sustentar o ritmo quando o Inter Miami adiantou suas linhas e passou a trabalhar a bola com mais paciência. A derrota mantém o alerta ligado para um time que precisa somar pontos rápidos para sair da parte de baixo.

Em termos táticos, a presença de Messi altera o desenho. Sem ele, o Inter Miami depende mais da ultrapassagem de Alba e do pivô de Suárez. Com ele, a equipe cria por dentro, obriga o adversário a fechar o corredor central e libera os extremos. Não por acaso, após o 2 a 1, o Galaxy afundou a última linha e deixou espaços entre lateral e zagueiro, justamente onde Miami encontrou o terceiro gol.

Também pesou a experiência. Busquets comandou os tempos do jogo, alternando aceleração e pausa, e venceu duelos importantes na frente da zaga. Alba, além do gol, segurou a faixa esquerda quando o Galaxy tentou atacar suas costas. E Suárez, em fase goleadora, transformou em gol a chance clara que recebeu no final. São jogadores que conhecem o atalho nos minutos decisivos.

Para a reta final de mês, o Inter Miami sai fortalecido por um motivo simples: recuperou sua principal referência em boa forma. A comissão técnica terá de equilibrar carga de trabalho e calendário para evitar recaídas, especialmente em lesões de coxa, que costumam exigir controle fino de minutagem e intensidade. A tendência é que ele siga começando ou entrando com tempo controlado conforme a leitura de cada jogo.

Em campo, ficam três mensagens. Primeiro: o plano A segue implacável — bola no 10 para decidir. Segundo: o entrosamento dos veteranos ainda desequilibra a MLS. Terceiro: quando o Inter Miami encontra o gol na reta final, dificilmente deixa escapar. Contra o Galaxy, bastou um lampejo para virar a chave do 1 a 1 para o 3 a 1 e transformar uma tarde tensa numa vitória com cara de time grande.