O Instituto Maria Schmitt de Desenvolvimento de Ensino, Assistência Social e Saúde do Cidadão (IMAS) está em fase de descredenciamento pelo Governo do Estado de Santa Catarina — e mesmo assim, assumirá a gestão do Hospital Universitário da Universidade Regional de Blumenau (FURB) na próxima semana. A contradição soa como um paradoxo administrativo, mas é a realidade em que Blumenau se prepara para abrir um novo hospital universitário enquanto sua gestora enfrenta sérias acusações de má gestão em outros hospitais. O processo de descredenciamento foi iniciado em agosto de 2023, após relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontar falhas graves no Hospital Regional de Araranguá, também administrado pelo IMAS. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso. Mas o contrato com a FURB foi assinado em 29 de outubro, e o hospital abrirá suas portas em 17 de novembro — como se nada tivesse acontecido.
Um hospital que nasce sob sombras
O Hospital Universitário da FURB, localizado no Campus 5, no bairro Fortaleza Alta, foi inaugurado em 2012, mas funcionou por anos apenas como ambulatório acadêmico. Agora, após investimentos da prefeitura e do estado, ele voltará como unidade plena de atendimento ao SUS. A previsão é de 5.000 atendimentos mensais no pronto-socorro 24 horas — um aumento de 30% na capacidade de emergência da cidade. Serão 17 leitos de internação, 350 cirurgias eletivas e 400 ambulatoriais por mês. Tudo isso, segundo o secretário de Saúde de Blumenau, Douglas Rafael, vai aliviar filas crônicas em ortopedia, urologia e ginecologia. A prefeitura garante um investimento mensal de R$ 1 milhão para manter a operação. Mas quem vai gerenciar tudo isso? O IMAS.
Isso é o que deixa especialistas em saúde pública perplexos. Em setembro, o TCE suspendeu dois convênios com o IMAS referentes ao Hospital e Maternidade Imigrantes, em Brusque. Um de R$ 1 milhão e outro de R$ 250 mil. O motivo? Falhas na oferta de serviços de urgência e emergência, risco de duplicidade de custeio entre contratos e falta de transparência. O relatório técnico do TCE foi claro: "há indícios de descumprimento do objeto conveniado". E mesmo assim, o IMAS segue como gestor de um novo hospital, com contrato de 10 anos.
Quem é o IMAS e por que ele ainda está no jogo?
O Instituto Maria Schmitt é uma Organização Social (OS) — entidade sem fins lucrativos que recebe recursos públicos para administrar serviços de saúde e educação. Elas foram criadas nos anos 1990 para desburocratizar a gestão pública, mas nos últimos 15 anos, viraram alvo de inúmeras investigações por desvios, superfaturamento e má prestação de contas. Em Santa Catarina, o IMAS já foi alvo de denúncias em pelo menos três municípios. Em Araranguá, o hospital sob sua gestão teve o atendimento reduzido e pacientes transferidos por falta de médicos. Em Brusque, o TCE encontrou falta de registro de compras e contratações. E mesmo assim, o governo estadual não o descredenciou antes de assinar o novo contrato.
"É uma escolha incoerente", diz Dr. Luiz Henrique Mendes, ex-secretário de Saúde de Joinville e professor de gestão pública na UFSC. "Você não pode premiar uma entidade que já foi flagrada em irregularidades, especialmente em um momento em que a saúde pública está sob tanta pressão. O risco é transferir os problemas de Araranguá e Brusque para Blumenau. E isso não é teoria — é lógica administrativa."
O prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, defende a escolha: "Estamos tirando este importante projeto do papel, transformando o HU em uma solução real para a nossa cidade." Ele insiste que a gestão do IMAS será fiscalizada pela prefeitura e pela FURB. Mas o que a prefeitura não diz é que, segundo o contrato, a FURB não tem poder de gestão operacional — apenas supervisão técnica. O IMAS contrata os profissionais, compra os insumos, define os horários e responde pelas contas. A cidade confia, mas o Estado já desconfia.
O que pode acontecer se o IMAS for descredenciado?
Se o descredenciamento for concluído — e o TCE já deu o primeiro passo —, o Hospital Universitário da FURB pode parar de funcionar. O contrato com o IMAS é de 10 anos, mas se a entidade perder o credenciamento estadual, todos os repasses públicos serão cortados. Isso significa que os R$ 1 milhão mensais da prefeitura podem não ser suficientes. O IMAS precisa de mais R$ 500 mil para reformas e R$ 1,8 milhão para equipamentos. Sem o apoio do Estado, o hospital corre o risco de fechar antes mesmo de começar. E quem paga a conta? A população de Blumenau, que terá que voltar às filas de espera de antes.
"Se o IMAS for realmente descredenciado, será um problemão para Blumenau", escreveu o jornalista Alexandre Gonçalves no Informe Blumenau. "Uma das metas do novo hospital é firmar convênios com o Estado para executar os serviços." E agora, esses convênios estão suspensos. A prefeitura não tem plano B. Não há outra OS preparada para assumir o hospital em 15 dias. Ninguém quer tocar nesse fogo.
As reações da sociedade
Na internet, a indignação cresce. Um comentário no artigo do Informe Blumenau resumiu o sentimento de muitos: "Mas como utilizar o IMAS se tem vestígios de irregularidades? É histórica a tradição dessas Organizações Sociais serem um antro de desvios de recursos principalmente na Saúde! Parece que só nossos gestores locais 'não sabem'!!". A frase ecoa em fóruns, grupos de WhatsApp e reuniões de conselhos municipais de saúde. O problema não é só o IMAS. É o sistema. O sistema que permite que entidades com histórico de irregularidades continuem recebendo milhões de reais, sem que haja punição real.
Na semana passada, o Ministério Público pediu a suspensão de todos os contratos do IMAS até que se comprove a regularidade. O governo estadual ainda não respondeu. Enquanto isso, em Blumenau, os técnicos da FURB montam os equipamentos, os funcionários do IMAS começam a contratar, e os moradores do bairro Fortaleza Alta aguardam ansiosos — alguns com esperança, outros com medo.
Qual é o próximo passo?
Agora, tudo depende do TCE. O órgão tem até 60 dias para concluir o processo de descredenciamento. Se decidir manter o IMAS, o hospital de Blumenau abre normalmente — mas com a sombra de uma possível revogação futura. Se decidir cancelar, a prefeitura terá que correr contra o tempo para encontrar outra gestora, o que pode levar meses. E os pacientes? Eles vão esperar. Mais uma vez.
A verdade é que Blumenau ganhou um hospital. Mas não ganhou segurança. Nem transparência. Nem garantias. O que ganhou foi um grande risco, disfarçado de avanço.
Frequently Asked Questions
Por que o IMAS ainda pode gerenciar o hospital se está sob investigação?
O descredenciamento ainda não foi concluído — está em fase processual. Enquanto o Tribunal de Contas não publica a decisão final, o IMAS mantém seus contratos em vigor. Isso é comum na burocracia pública, mas gera risco: o hospital pode ser interrompido se o descredenciamento for confirmado. A prefeitura alega fiscalização, mas não tem poder para suspender o contrato.
Quais são os riscos financeiros para Blumenau se o IMAS for descredenciado?
A prefeitura já investiu R$ 1 milhão por mês e R$ 1 milhão em infraestrutura. Se o IMAS for retirado, o hospital pode parar, e os equipamentos comprados — como tomógrafos e ultrassons — podem ficar inutilizados. A cidade teria que buscar outra OS, o que levaria de 3 a 6 meses. Nesse período, os pacientes voltariam às filas antigas, e o investimento público seria parcialmente perdido.
O Hospital Universitário da FURB já tinha problemas antes do IMAS?
Não. O hospital funcionava como ambulatório acadêmico desde 2012, com poucos atendimentos e sem emergência. A estrutura estava subutilizada, mas não havia denúncias de corrupção. Os problemas surgiram apenas com a mudança de gestão para o IMAS, que é o mesmo responsável por hospitais com irregularidades em Araranguá e Brusque. O que muda agora é o escopo: de ambulatório para hospital pleno.
Como o TCE descobriu as irregularidades no Hospital de Brusque?
A fiscalização foi feita por meio de cruzamento de dados entre os convênios, notas fiscais e registros de atendimentos. O TCE identificou que o IMAS recebia recursos para custear exames e medicamentos, mas não havia comprovação de que esses serviços foram prestados. Também encontrou contratos sem licitação e falta de relatórios obrigatórios. O valor suspenso — R$ 1,25 milhão — é apenas o que foi comprovado; pode haver mais.
O que a população de Blumenau pode fazer para pressionar por transparência?
A população pode exigir acesso aos contratos e relatórios de gestão do hospital pelo Portal da Transparência. Também pode participar das reuniões do Conselho Municipal de Saúde, onde os cidadãos têm direito a voz. Além disso, denúncias anônimas ao Ministério Público ou ao TCE são válidas e podem acelerar a apuração. A pressão popular já fez o governo suspender repasses antes — pode fazer novamente.
Existe alguma alternativa ao modelo de Organizações Sociais na saúde pública?
Sim. Modelos como gestão direta pelo município ou parcerias com universidades públicas já foram bem-sucedidos em outros estados. Em Florianópolis, o Hospital de Clínicas é administrado diretamente pela UFSC, sem OS. Em Joinville, o hospital municipal tem equipe pública e orçamento próprio. A diferença? Menos burocracia e mais responsabilidade. O problema é que esses modelos exigem mais investimento em gestão pública — algo que muitos governos evitam.
Luana da Silva
novembro 18, 2025 AT 23:04IMAS de novo? Sério? Já viram o que aconteceu em Araranguá e Brusque? Parece que ninguém aprende.
Essa história tá cheia de buraco.
Aron Avila
novembro 19, 2025 AT 01:25Se o IMAS tá sob investigação, por que diabos a prefeitura ainda assinou o contrato?
Isso não é corrupção, é desespero disfarçado de gestão.
Gabriela Oliveira
novembro 20, 2025 AT 20:05Essa não é só uma má gestão, é um plano maior.
O IMAS é uma fachada pra desviar verba pra empresas privadas que têm vínculo com os políticos da região.
Os relatórios do TCE são só pra mostrar que alguém tá olhando, mas ninguém faz nada.
Esse hospital vai virar um caixão de dinheiro público, e quando ele quebrar, vão dizer que foi falta de investimento da prefeitura.
É o mesmo roteiro de sempre: culpa do município, escondem os contratos, e o governo estadual se lava com a mão limpa.
Se vocês acham que isso é coincidência, estão enganados.
Tem gente ganhando milhão por trás disso tudo, e os pacientes vão pagar com a vida.
Quem vai denunciar? Quem tem coragem? A imprensa tá calada, o Ministério Público tá lento, e a população tá distraída com redes sociais.
Isso aqui é um esquema organizado, não um erro administrativo.
Se o hospital fechar, não vai ser por falta de verba, vai ser porque o dinheiro foi roubado antes mesmo de chegar nos médicos.
Espera só até a primeira morte por falta de medicamento - aí vai ter protesto.
E aí, quem vai se responsabilizar? Ninguém. Porque o sistema foi feito pra isso.
Gabriel Matelo
novembro 22, 2025 AT 16:28A lógica administrativa é clara: premiar entidades com histórico de falhas é um erro sistêmico que corroerá a confiança pública por gerações.
As Organizações Sociais foram concebidas como mecanismos de eficiência, não como canais de enriquecimento ilícito.
Quando o Estado delega responsabilidades sem fiscalização efetiva, ele não desburocratiza - ele se abdica de sua função constitucional.
Blumenau merece um hospital funcional, mas não à custa da legitimidade do sistema de saúde.
Se o IMAS não for descredenciado, o TCE estará, na prática, sancionando a impunidade.
E isso não é apenas um problema técnico - é um problema ético.
Como podemos exigir transparência da administração pública se os próprios órgãos de controle toleram contratos com entidades sob investigação?
A resposta é simples: não podemos.
E enquanto isso, pacientes em Blumenau serão os últimos a saber o que realmente acontece nos bastidores.
É preciso um movimento cívico, não apenas críticas no Facebook.
Os conselhos de saúde precisam ser fortalecidos, não ignorados.
Se não houver pressão popular, esse modelo se repetirá em cada cidade do Estado.
Essa não é uma questão de gestão - é uma questão de democracia.
Mailin Evangelista
novembro 24, 2025 AT 01:34Claro que vai dar errado. Sempre dá.
IMAS. Brusque. Araranguá. Blumenau.
Padrão.
Elaine Gordon
novembro 24, 2025 AT 05:19Se o contrato foi assinado antes da decisão final do TCE, isso é tecnicamente válido, mas moralmente questionável.
A prefeitura tem o dever de proteger o interesse público, e não apenas acelerar inaugurações para ganhar visibilidade política.
Existe um risco real de colapso operacional se o descredenciamento for confirmado - e isso não é especulação, é cálculo de risco.
A gestão pública não pode ser feita com base em pressa, mas em segurança jurídica e ética.
Se não houver um plano B, o governo está negligenciando sua obrigação de garantir continuidade dos serviços.
Investimentos em infraestrutura são importantes, mas sem governança, são apenas monumentos vazios.
A população merece mais do que promessas de ‘fiscalização’ - merece mecanismos reais de accountability.
É preciso abrir os contratos, publicar os relatórios de auditoria e permitir que a sociedade participe da supervisão.
Se isso não acontecer, Blumenau vai se arrepender. E não será só a população que sofrerá - será toda a credibilidade da saúde pública em Santa Catarina.
ivete ribeiro
novembro 25, 2025 AT 11:38IMAS? Sério? Esse nome já deveria ser sinônimo de ‘fogo no pátio’.
Tem mais bagunça que festa de aniversário de criança na casa do vovô.
Quem acha que isso vai dar certo tá sonhando acordado.
Esse hospital vai virar um museu de equipamentos caros e médicos desaparecidos.
Quer saber o que vai acontecer? Em três meses, o pronto-socorro vai ter fila de 12 horas e ninguém vai saber por que.
E aí, quando alguém morrer, vão dizer que foi ‘falha humana’.
Na verdade, foi falha de sistema. E sistema foi feito por quem? Pelo IMAS.
É como dar um Ferrari para um motorista que nunca tirou carteira e depois se espanta quando bate em tudo.
Parabéns, Blumenau. Você ganhou um hospital… e um problema de verdade.
Andrea Silva
novembro 25, 2025 AT 15:39Eu sei que parece desesperador, mas não desista.
Se a gente se unir, pode mudar isso.
Participe das reuniões do conselho de saúde, exija transparência, peça os contratos no Portal da Transparência.
As pessoas estão cansadas, mas ainda há esperança.
Se vocês não fizerem nada, ninguém vai fazer por vocês.
Se cada um de nós pedir um documento, uma explicação, uma reunião, a pressão cresce.
É lento, é chato, mas é o jeito certo.
Blumenau não precisa de um hospital só bonito - precisa de um hospital justo.
E isso só acontece se a gente se mover juntos.
Eu estou aqui, e você?
Se você quiser, posso te ajudar a encontrar os contatos do conselho.
Não fique só olhando.
Seja parte da solução.
Carlos Heinecke
novembro 26, 2025 AT 17:22Esse IMAS é como o ex-namorado que te traía e ainda assim você deixa entrar na sua casa porque ‘ele mudou’.
Ele não mudou. Ele só trocou de endereço.
Brusque? Araranguá? Só foi o aquecimento.
Blumenau é o alvo principal.
Se você acha que o governo estadual não sabe do que tá acontecendo, você tá vivendo num filme de ficção.
Eles sabem. Eles escolheram isso.
Porque é mais fácil assinar um contrato do que investir em gestão pública real.
Porque é mais barato pagar pra uma OS do que contratar servidores efetivos.
Porque é mais conveniente esconder a corrupção atrás de um ‘projeto inovador’.
Esse hospital não vai salvar vidas.
Ele vai servir como um cartão de visita para o próximo escândalo.
Quem vai pagar? A população.
Quem vai ser punido? Ninguém.
Isso aqui não é um erro. É um sistema.
E você está dentro dele.
Amanda Sousa
novembro 27, 2025 AT 05:02É triste ver como a saúde pública vira um jogo de xadrez entre burocracia e interesses.
Blumenau merece um hospital decente, e o IMAS não é o vilão único - é o sintoma.
Se o Estado não reformar o modelo das OS, vamos continuar nesse ciclo.
As universidades públicas poderiam gerir esses hospitais, com transparência e vínculo direto com o serviço público.
Em vez disso, escolhemos o caminho mais fácil: contratar quem já provou que não sabe cuidar.
Mas não é só culpa deles.
É culpa de todos nós que não cobramos antes.
Se a gente tivesse exigido auditorias antes da assinatura, talvez isso não tivesse acontecido.
Hoje, o que importa é não desistir.
Exigir transparência, participar, denunciar - isso é o que faz a diferença.
Esse hospital pode ser um novo começo, se a gente fizer valer.
Ligia Maxi
novembro 28, 2025 AT 11:58Eu morei em Araranguá e fui ao hospital do IMAS quando minha mãe teve uma crise de pressão alta - demoramos 5 horas pra ser atendida, e quando chegamos no médico, ele disse que não tinha remédio porque o estoque estava vazio.
Depois descobri que o hospital tinha recebido R$ 2 milhões naquele mês.
Quando eu falei isso no grupo de WhatsApp da minha família, minha tia disse que era ‘problema de gestão’ e que eu não entendia.
Então eu fui lá, pedi os relatórios, e descobri que 40% do dinheiro foi usado pra comprar 500 caixas de papel higiênico.
500 caixas.
Para um hospital que não tinha remédio.
Quando o IMAS assumiu Blumenau, eu chorei.
Porque eu sei o que vai acontecer.
E ninguém vai fazer nada.
Até que alguém morra.
E aí, vão dizer que foi ‘acidente’.
Eu não quero ver isso de novo.
Se vocês tiverem coragem, vão até o conselho de saúde e exijam os contratos.
Se não fizerem, vão se arrepender.
Eu já me arrependi.
E agora, minha mãe não tem mais saúde.
E eu não tenho mais fé.
Adylson Monteiro
novembro 29, 2025 AT 13:21Esse IMAS é um monstro! Um monstro burocrático, com dentes de corrupção e sangue de dinheiro público!
É ridículo! Ridículo! Ridículo! Eles não têm moral! NÃO TÊM MORAL!
Se vocês acham que isso é normal, estão perdidos!
Isso não é ‘gestão’ - é saque! É roubo! É crime organizado!
Por que o TCE não prende ninguém? Por que o Ministério Público tá com medo?
Porque a corrupção é sistêmica!
Quem assinou esse contrato? Quem liberou o dinheiro? Quem protegeu o IMAS?
Quem é o político por trás disso?
Quem é o empresário que faturou com os equipamentos?
Quem é o contador que falsificou os relatórios?
Quem é o gestor que escondeu os dados?
Isso não é um hospital. É um esquema de lavagem de dinheiro disfarçado de saúde!
Se você não está indignado, você é parte do problema!
Denuncie! Denuncie! Denuncie!
E se ninguém fizer nada, vocês vão se lembrar disso quando seu filho precisar de um remédio e não tiver!
Isso é culpa de todos que ficaram calados!
Vanessa Aryitey
novembro 30, 2025 AT 06:17Se vocês acham que a saúde pública é um problema de ‘gestão’, estão enganados.
É um problema de poder.
Quem controla os contratos controla os pacientes.
Quem controla os contratos controla os médicos.
Quem controla os contratos controla a vida.
IMAS não é uma entidade - é um braço de um sistema que quer manter a população dependente, desinformada e submissa.
Os hospitais não são para curar.
São para controlar.
Quando vocês exigem transparência, vocês estão pedindo para tirar o poder de quem o tem.
E isso não é bem-vindo.
Então, o IMAS continua.
Porque o sistema precisa dele.
Porque o sistema precisa de ineficiência.
Porque o sistema precisa de medo.
E Blumenau? Blumenau é apenas mais um campo de experimentação.
Esperem até o próximo escândalo.
Ele já está sendo preparado.
Fabiano Oliveira
dezembro 1, 2025 AT 18:47A decisão de manter o IMAS como gestor, apesar das investigações em curso, configura uma omissão institucional grave.
A ausência de plano alternativo revela uma falha de planejamento estratégico que coloca em risco a sustentabilidade do serviço público.
Embora o contrato esteja tecnicamente vigente, a legitimidade ética do mesmo é inegavelmente comprometida.
A prefeitura, ao declarar que fiscalizará, não possui competência legal para intervir na gestão operacional - o que torna essa afirmação retórica e não substantiva.
Consequentemente, o risco de interrupção do serviço é estrutural e não contingencial.
As verbas municipais, por mais que sejam expressivas, não compensam a ausência de repasses estaduais fundamentais para manutenção e infraestrutura.
Essa situação exige, urgente, uma audiência pública com transparência total e a convocação de especialistas em gestão de saúde pública para elaborar um plano de contingência.
A população merece mais do que promessas vazias.
Essa é uma crise de governança, e não apenas administrativa.
Talita Gabriela Picone
dezembro 3, 2025 AT 05:03Eu sei que tá difícil acreditar, mas ainda dá pra mudar.
Se a gente se unir, se falar, se exigir, a gente consegue.
Esse hospital pode ser um ponto de virada - se a gente fizer isso certo.
Voltei pro conselho de saúde depois de anos e descobri que tem gente que quer ajudar.
Tem médicos, enfermeiros, estudantes, moradores - todos querem o melhor.
Não desista.
Escreva, vá às reuniões, chame seus amigos.
Se cada um fizer um pouco, a pressão cresce.
Esse não é o fim.
É só o começo.
E você pode ser parte da mudança.
Eu acredito em você.
Pedro Vinicius
dezembro 4, 2025 AT 14:32IMAS assumindo hospital novo enquanto tá sob investigação é como colocar um ladrão pra cuidar do cofre
Se o TCE tá olhando e ainda assim o contrato foi assinado então tá tudo errado
Se a prefeitura não tem poder de gestão então ela tá só de coro
É só um nome bonito pra esconder que ninguém tá no controle
Quem vai pagar a conta? A população
Quem vai ser punido? Ninguém
Isso é o Brasil
Se você acha que isso é exceção você tá sonhando
Isso é regra
E a gente só vê quando já é tarde
Espera só até o primeiro óbito por falta de remédio
Daí vai ter protesto
E aí vão dizer que foi ‘falha técnica’
Na verdade foi falha de vontade
Porque ninguém teve coragem de dizer não
Então agora é só esperar o caos
Que vai vir com nome de hospital
Aline de Andrade
dezembro 6, 2025 AT 09:44Organizações Sociais foram criadas pra desburocratizar, mas viraram um playground para contratos sem licitação.
Os critérios de seleção são opacos, os relatórios são genéricos, e os auditores são sempre os mesmos.
Se o IMAS foi flagrado em Brusque com falta de registro de compras, como ele ainda tem credibilidade?
Essa não é negligência - é negligência intencional.
Os gestores sabem que o sistema é frágil e exploram isso.
Blumenau não precisa de mais OS - precisa de gestão pública eficiente.
Universidades públicas poderiam gerir o hospital com transparência e sem intermediários.
Por que não? Porque é mais lucrativo pra alguns manter o status quo.
Se a gente não pressionar, isso vai se repetir em todas as cidades.
É um ciclo vicioso, e só quem paga é o cidadão.
Exija transparência. Exija accountability. Exija mudança.
Porque saúde não é negócio.
É direito.
Evandro Argenton
dezembro 7, 2025 AT 18:03Olha, eu não sou político, nem jornalista, mas eu trabalho no hospital daqui e vi o que acontece quando o sistema falha.
Tem dia que a gente fica sem luva, sem álcool, sem remédio básico.
As pessoas chegam com dor, com febre, e a gente não tem o que dar.
Se o IMAS tá com problema em outro hospital, por que a gente confia nele aqui?
Eu não quero que alguém morra por causa disso.
Eu só quero poder cuidar das pessoas.
Se vocês acham que é só um monte de papel, tá errado.
É vida.
É a minha vida.
É a vida de quem eu atendo.
Por favor, não deixem isso acontecer.
Amanda Sousa
dezembro 7, 2025 AT 22:28Essa é a resposta que eu queria dar pra quem disse que ‘não tem jeito’.
Tem jeito.
É só não desistir.
Se cada um de nós pedir um documento, vamos fazer o sistema tremer.
Se cada um de nós for na reunião do conselho, vamos fazer eles ouvir.
Se cada um de nós denunciar, vamos fazer eles temer.
Esse hospital não precisa do IMAS.
Ele precisa de nós.
E eu estou aqui.
Vocês estão?
Andrea Silva
dezembro 9, 2025 AT 04:26Eu vi o comentário da Amanda e quero dizer: você está certa.
Eu fui à reunião do conselho semana passada.
Tem 30 pessoas lá, todos querendo ajudar.
Estamos montando um grupo de cidadãos para acompanhar os contratos.
Se você quiser entrar, me chama no WhatsApp.
É só um grupo pequeno, mas estamos crescendo.
Não estamos sozinhos.
É só o começo.
Se vocês querem um hospital que funcione, vamos fazer acontecer juntos.
Raissa Souza
dezembro 10, 2025 AT 08:16É lamentável que a elite política de Santa Catarina continue a priorizar a aparência da gestão em detrimento da substância.
Um hospital universitário, por definição, deve ser um laboratório de excelência - não um campo de experimentação para entidades com histórico de má gestão.
A legitimidade da saúde pública não se constrói com contratos assinados em pressa, mas com transparência, competência e integridade.
Essa decisão não é apenas um erro administrativo - é uma falha moral.
Blumenau merece mais do que um símbolo de progresso vazado em corrupção.
Espera-se que a sociedade civil, as universidades e os órgãos de controle se unam para exigir uma revisão imediata.
Senão, o que se inaugura não é um hospital - é um monumento à irresponsabilidade.